Cronograma de implementação na sua empresa
Plano de trabalho mes a mes para chegar pronto a janeiro de 2027.
Plano de implementação em 5 fases: ate junho de 2026 — diagnóstico e definição de fornecedor de ERP; julho a dezembro de 2026 — piloto com cartoes (CBS 0,9%); janeiro de 2027 — go-live CBS plena, Pix e marketplace; durante 2027-2032 — operação em paralelo dos dois sistemas; 2033 — sistema novo pleno. Empresas que iniciam em 2025 chegam preparadas; quem inicia em 2026 ainda da tempo se acelerar.
Implementar split payment exige planejamento.
Empresas que começam em 2025 ou início de 2026 chegam preparadas para o piloto de julho.
Quem deixa para depois corre risco de operar com problemas em janeiro de 2027 — quando CBS plena entra e Pix passa a ter split.
Fase 1 — Diagnóstico (ate junho de 2026, idealmente concluido em maio) — Ações: (1) Mapeamento atual: quanto a empresa recolhe hoje em PIS, COFINS, ICMS, ISS, e qual o ciclo financeiro.
Quanto de capital de giro atual vem do tributo? (2) Levantamento de fornecedores: ERP atual, emissor NF-e, banco principal, adquirentes de cartao, marketplaces — todos terao papel no novo sistema. (3) Avaliação de créditos potenciais no novo sistema: insumos, energia, equipamentos, ativos. (4) Identificar setores de regime diferenciado aplicavel (saúde, educação, agro, financeiro). (5) Reunião com banco para discutir capital de giro adicional. (6) Reunião com fornecedor de ERP para conhecer roadmap.
Output: relatório de diagnóstico e plano de ação.
Fase 2 — Adequação de sistemas (junho a dezembro de 2026) — Ações: (1) Atualização de ERP para suportar layout NF-e 5.0 com campos de CBS e IBS. (2) Configuração de plano de contas com novas contas (CBS a Recuperar, IBS a Recuperar por estado, CBS Split Payment a Apropriar, IBS Split Payment a Apropriar, CBS a Recolher, IBS a Recolher). (3) Atualização de módulo fiscal com tabela de aliquotas IBS por municipio (CGIBS). (4) Configuração de módulo financeiro para reconhecer split em conciliação bancaria. (5) Atualização de relatórios gerenciais (DRE, fluxo de caixa) para refletir tributos no novo regime. (6) Treinamento de equipe fiscal, contábil e financeira. (7) Teste em ambiente de homologação SEFAZ.
Fase 3 — Homologacao (2026) — A LC 214/2025 reserva 2026 para homologacao dos sistemas, sem retencao efetiva.
Cartoes de crédito, débito, pré-pagos e vouchers ficam fora da fase inicial do split.
Para empresas com vendas significativas via cartao: (1) Validar que adquirente esta processando split corretamente. (2) Conciliar mensalmente o split aplicado com a apuração tradicional. (3) Identificar e corrigir divergências. (4) Treinar equipe na nova rotina de conciliação. (5) Medir impacto real no caixa (em geral pequeno por ser apenas 0,9% e apenas cartoes).
Output: ajuste fino do ERP e dos processos antes de janeiro de 2027.
Fase 4 — Go-live CBS plena (janeiro de 2027) — A grande virada.
Ações em D-30: (1) Final test do ERP com volume real do mes anterior. (2) Backup completo dos dados fiscais ate dezembro de 2026. (3) Confirmação com adquirentes, bancos, marketplaces de que estão prontos. (4) Reunião com bancos para ativar linhas de capital de giro contratadas. (5) Comunicação com clientes e fornecedores sobre eventuais mudanças de prazo ou preço.
Ações no D0 e primeiros dias: (a) Monitoramento intenso da conciliação bancaria. (b) Alertas para divergências automaticas. (c) Capacidade de resposta rápida a problemas (equipe de plantao).
Ações no primeiro mes: monitoramento diario de fluxo de caixa real vs projetado, ajuste rápido de linhas de crédito se necessário.
Fase 5 — IBS incremental (2029 a 2032) — A cada ano, o IBS sobe e ICMS/ISS reduzem em 10 pontos.
Ações anuais: (a) Atualizar tabela de aliquotas IBS por municipio (CGIBS pública anualmente). (b) Atualizar tabela de aliquotas ICMS/ISS estaduais e municipais (em redução). (c) Reapurar créditos acumulados de PIS/COFINS (em fase final de extinção) e ICMS/ISS (em redução). (d) Reavaliar fornecedores e fluxo de cadeia conforme regimes mudam. (e) Adaptar preços de venda quando aplicavel.
Output: empresa completamente integrada ao IBS pleno em 2033.
Fase 6 — Sistema novo pleno (2033 em diante) — ICMS e ISS extintos.
Apenas CBS, IBS e Imposto Seletivo.
Sistema simplificado em comparação a hoje (3 tributos vs 5+).
Compliance reduzido.
Mas vigilancia continua: regimes diferenciados, créditos de transição, restituições pendentes.
Empresa pequena (ate 50 funcionarios) — Pode usar template simplificado: contador especializado em Reforma, atualização do ERP via fornecedor PME (Bling, Conta Azul, Omie), e foco em treinar a própria equipe nas mudanças.
Investimento estimado: R$ 30-80 mil entre consultoria e atualizações de sistema.
Empresa média (50-500 funcionarios) — Equipe interna fiscal precisa ser ampliada ou reciclada.
ERP de médio porte (TOTVS Protheus, Sankhya, Oracle) com módulo Reforma instalado.
Linha de capital de giro com banco do relacionamento.
Investimento estimado: R$ 100-300 mil em consultoria, sistema e capital de giro adicional.
Empresa grande (acima de 500 funcionarios, multinacional) — Projeto formal com PMO dedicado.
Consultoria especializada (Big4, OSP, escritórios tributaristas grandes).
ERP de larga escala (SAP, Oracle, TOTVS Protheus enterprise).
Reunião mensal de governanca com diretoria.
Investimento estimado: R$ 500 mil a R$ 5 milhoes ou mais conforme complexidade.
Quem terceiriza para a OSP — A OSP atua na implementação com REFORMA360, oferecendo: diagnóstico individualizado, simulação de impacto, consultoria de adequação de ERP, treinamento de equipe, suporte ao go-live, e acompanhamento continuo durante a transição 2026-2033.
As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não constituem consultoria jurídica ou fiscal individualizada. Consulte um profissional habilitado para análise do seu caso específico.
Perguntas frequentes — Cronograma de implementação na sua empresa
Quando devo começar a me preparar para o split payment?+
Idealmente em 2025 ou início de 2026. O cronograma da LC 214/2025 reserva 2026 para homologacao e abre em 2027 uma fase opcional, so entre empresas, em Pix, boleto, TED e TEF; a obrigatoriedade plena e em 2033. Quem começa em 2025 tem tempo confortavel para diagnóstico, atualização de ERP, treinamento e teste. Quem começa em 2026 ainda da tempo se acelerar — depois de outubro/novembro de 2026, o aperto fica grave.
Quanto tempo demora a implementação do split payment em uma empresa média?+
De 6 a 12 meses tipicamente. Distribuição: 1-2 meses para diagnóstico; 3-6 meses para adequação de ERP, sistema bancario e processos; 1-3 meses de piloto e teste; 1 mes para go-live e estabilização. Empresas com sistemas legados, multiplas filiais ou regimes especiais (saúde, financeiro) podem precisar de 12 a 18 meses. Iniciar cedo da margem de segurança.
Quanto custa preparar uma empresa para o split payment?+
Varia muito por porte: empresa pequena (ate 50 funcionarios) — R$ 30-80 mil entre consultoria, treinamento e atualização de ERP. Empresa média (50-500 funcionarios) — R$ 100-300 mil em projeto formal de adequação. Empresa grande (acima de 500 funcionarios) — R$ 500 mil a R$ 5 milhoes ou mais, dependendo de complexidade, multiplas filiais, sistemas legados. Inclui também capital de giro adicional para suprir o que sai com o split.
Meu ERP esta pronto para split payment?+
Em abril de 2026, fornecedores em diferentes estágios. SAP, TOTVS Protheus, Datasul, Sankhya, Oracle NetSuite tem roadmap publicado e desenvolvimento em curso. Bling, Conta Azul, Omie em planejamento. Se você não sabe, pergunte HOJE ao seu fornecedor: (1) Cronograma de release do módulo de Reforma. (2) Custo de upgrade. (3) Treinamento incluido. (4) SLA de suporte durante go-live. Quem não pergunta agora corre risco de descobrir tarde demais.
Empresa pequena consegue se adaptar ao split payment sozinha?+
Com auxilio de contador especializado em Reforma Tributária, sim. Para empresa pequena (ate 50 funcionarios), o caminho e: (1) contratar contador que ja esta estudando a Reforma; (2) confirmar com fornecedor de ERP (Bling, Conta Azul, Omie) o cronograma de atualização; (3) treinar a própria equipe nas mudanças conforme rotinas vao sendo afetadas; (4) buscar apoio de SEBRAE ou associações setoriais. Investimento total estimado: R$ 30-80 mil incluindo capital de giro adicional.
Terminou de ler?
Este módulo não tem quiz — marque como concluído para contar no seu progresso.
Ficou com duvida?
O Gervinha pode explicar qualquer conceito deste modulo de forma simples e pratica.