Gervinha
Módulo 7

Como preparar minha empresa para a reforma agora?

Checklist prático com as ações que sua empresa deve tomar em cada fase da transição.

A preparação para a reforma se divide em cinco fases: diagnóstico da carga atual e simulação com aliquota de 26,5% (ate 2025) (refaça a simulação com 27,91%, da Res. CGIBS 14/2026), adequação de ERP para CBS/IBS em paralelo com tributos vigentes (2025-2026), revisão de preços e contratos com cláusulas de reajuste tributário (2026), capacitação da equipe fiscal sobre split payment e novos códigos, e monitoramento da redução progressiva de ICMS/ISS ate 2033.

Preparar-se para a reforma tributária não é opcional — empresas que chegarem a janeiro de 2027 sem ERP atualizado terao notas fiscais rejeitadas pela SEFAZ e fluxo de caixa comprometido pelo split payment.

Abaixo, o plano de ação prático dividido em cinco fases.

Fase 1 — Diagnóstico tributário (agora ate dezembro de 2026) — Faca um mapeamento completo da carga tributária atual, identificando todos os tributos pagos (PIS, COFINS, ICMS, ISS, IPI) e créditos efetivamente aproveitados nos últimos 12 meses.

Simule o impacto da aliquota de referência de 26,5% (estimativa SERT/2024, superada — corrente 27,91%, Res.

CGIBS 14/2026; quem fixa é o Senado) sobre suas operações.

A pergunta-chave: sua cadeia de insumos e tributada? Se sim, você ganhara crédito integral no novo sistema e provavelmente reduzira carga; se não (serviços puros, mão-de-obra alta), você provavelmente tera aumento de carga.

O diagnóstico também mapeia os créditos de PIS/COFINS acumulados (a janela de 48 meses para uso começa em janeiro de 2027) e os saldos credores de ICMS por estado.

Fase 2 — Adequação de sistemas (2025-2026) — Verifique com o fornecedor do ERP (SAP, TOTVS Protheus, Datasul, Sankhya, Oracle, Omie, Conta Azul) o cronograma de atualização para CBS/IBS e formalize a demanda por escrito.

Inclua em todo contrato de ERP/SaaS cláusula de conformidade fiscal obrigatoria com prazo de atualização máximo de 90 dias após publicação de NT oficial SEFAZ/RFB.

Módulos criticos: Fiscal/Tributário (cadastro de aliquotas), Faturamento/NF-e (XML 5.0), Financeiro/Contas a Receber (split payment), Compras (captura de crédito) e Plano de Contas (criar contas CBS/IBS a Recuperar e a Recolher por estado/municipio).

Empresas com emissor NF-e terceirizado (NFe.io, Focus NF-e, Enotas) precisam validar o SLA de atualização do fornecedor e ter emissor backup aprovado em homologação.

Fase 3 — Revisão de preços e contratos (2026-2027) — Recalcule preços de venda considerando o novo regime.

Serviços hoje tributados por ISS de 2% a 5% passarao a ser tributados por CBS+IBS próximo de 26,5% (estimativa SERT/2024, superada — corrente 27,91%, Res.

CGIBS 14/2026; quem fixa é o Senado) — sem revisão de preço, a margem desaparece.

Revise contratos de longo prazo (vigência além de 2027) e inclua cláusulas expressas de reequilibrio tributário.

O STJ e a doutrina majoritaria reconhecem que alteração legislativa tributária pode fundamentar revisão contratual, mas e mais seguro ter cláusula explicita.

Renegocie com fornecedores no Simples Nacional, ja que eles não geram crédito integral de CBS/IBS — pode ser mais vantajoso migrar para fornecedores no regime normal.

Fase 4 — Capacitação da equipe (continuo) — Treine a equipe fiscal e contábil sobre CBS, IBS, split payment, NF-e 5.0, novos códigos cstCBS/cstIBS e classificação tributária.

Inclua o time financeiro: o impacto do split payment muda a logica de fluxo de caixa, ja que o recebimento liquido sera menor que o valor da nota.

Implemente rotinas de acompanhamento da regulamentação (Notas Técnicas SEFAZ, INs RFB, atos do CGIBS) — não basta atualizar o ERP uma vez; o sistema precisa receber patches a cada NT publicada.

Fase 5 — Monitoramento da transição (2027-2033) — Acompanhe as reduções progressivas de ICMS e ISS conforme cronograma do art. 148 da LC 214/2025.

Gerencie os créditos acumulados de PIS/COFINS e ICMS dos tributos antigos para não perder valor.

Mantenha escrituração paralela dos tributos antigos e novos durante toda a transição.

Decisão com prazo — opção semestral de CBS/IBS no Simples Nacional — Se a empresa e optante pelo Simples, ha uma escolha nova, que não existia antes e que se repete a cada semestre: recolher CBS e IBS dentro do DAS, junto com os demais tributos do regime único, ou apura-los por fora, pelo regime regular do IBS/CBS (LC 214/2025, art. 41; Resolução CGSN no 186/2026).

Só a segunda alternativa transfere crédito integral de CBS/IBS ao cliente PJ — na primeira, o adquirente se credita apenas da parcela embutida na tabela do Simples, o que pesa na comparação com fornecedores do regime normal.

A opção e **irretratavel dentro do semestre**, e quem não se manifesta na janela permanece automaticamente na primeira alternativa, dentro do DAS.

A janela e **semestral** — uma para cada semestre de apuração — e as datas de cada uma são fixadas por resolução do CGSN: confirme o calendario vigente antes de decidir, porque perder a janela ja e uma decisão.

Simule as duas alternativas com a carteira de clientes real: para quem vende a PJ do Lucro Real ou Presumido, a diferença de crédito muda o preço competitivo.

Empresas que se anteciparem terao vantagem competitiva real, especialmente em precificação e em relacionamento com clientes B2B sensiveis ao impacto da reforma.

A OSP atua em todas essas fases com o serviço REFORMA360, que combina diagnóstico de carga tributária, simulação de impacto, suporte a renegociação contratual e acompanhamento da transição.

As informações deste conteúdo têm caráter educativo e não constituem consultoria jurídica ou fiscal individualizada. Consulte um profissional habilitado para análise do seu caso específico.

Perguntas frequentes — Como preparar minha empresa para a reforma agora?

O que muda no Simples Nacional com a Reforma Tributária?+

Empresas do Simples Nacional continuarao nesse regime durante e após a transição, mas CBS e IBS serao recolhidos dentro do DAS com aliquotas próprias, menores que as do regime normal — a menos que a empresa exerça a opção semestral de apura-los por fora, pelo regime regular (LC 214/2025, art. 41), escolha irretratavel dentro do semestre. A principal mudança prática e que fornecedores do Simples Nacional não geram crédito integral de CBS/IBS para seus clientes no regime normal, o que pode impactar decisões de compra e renegociação de contratos B2B durante a transição.

Como simular o impacto da Reforma Tributária na minha empresa?+

O passo a passo basico e: levantar todos os tributos pagos hoje (PIS, COFINS, ICMS, ISS, IPI); calcular o crédito que sera gerado com a não-cumulatividade plena no novo regime; aplicar a aliquota de referência de 26,5% (use 27,91%, da Res. CGIBS 14/2026) sobre o faturamento bruto; e comparar com a carga atual. Setores com poucos insumos tributados (como serviços puros) tendem a ter aumento; setores com cadeias longas de insumos tendem a ter redução. Consultorias especializadas e ERPs atualizados oferecem módulos de simulação.

Contratos de longo prazo precisam ser revisados por causa da Reforma Tributária?+

Sim, especialmente contratos com vigência além de 2027. Contratos que incluam tributos no preço (como serviços com ISS embutido) precisam de cláusulas de reequilibrio tributário para acomodar a mudança de aliquota — de 2%-5% de ISS para a aliquota de CBS+IBS. O STJ e doutrina majoritaria indicam que a alteração legislativa tributária pode ser fundamento para revisão contratual, mas e mais seguro incluir cláusulas expressas de reajuste tributário nos novos contratos.

Quando preciso começar a me preparar para a Reforma Tributária?+

Ja em 2025 e 2026. O período de testes começa em janeiro de 2026, e empresas que não tiverem ERP atualizado, equipe treinada e simulações de impacto feitas correrao risco de erros operacionais e surpresas financeiras. O diagnóstico de carga tributária e a adequação de sistemas são as ações mais urgentes. Empresas com operações complexas (multiestado, exportação, cadeias longas) devem começar o processo ainda em 2025.

A Reforma Tributária vai aumentar ou diminuir minha carga tributária?+

Depende do setor e do perfil de insumos da empresa. A reforma e neutra em termos de arrecadação total — não é aumento nem redução global de impostos. Industrias e empresas com cadeias longas de insumos tributados tendem a pagar menos; prestadores de serviços com poucos insumos (especialmente os hoje tributados pelo ISS a 2%-5%) tendem a pagar mais. A simulação individualizada e o único jeito de saber com precisao o impacto para cada empresa.

Dica pro quiz

Não espera 2027 pra começar a se preparar. Empresas que fizeram o diagnóstico em 2025 vao ter 2 anos de vantagem. O REFORMA360 da OSP existe exatamente pra isso.

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Pergunta 1 de 3

Qual a primeira fase do plano de ação?

Ficou com duvida?

O Gervinha pode explicar qualquer conceito deste modulo de forma simples e pratica.